segunda-feira, 24 de abril de 2017

Adolescência


O desafio de trabalhar com adolescentes


    Certa vez, assistindo a um desenho infantil Peppa  Pig, um episódio no qual Papai Pig se preparava para disputar uma competição de pular uma poça. Ele falou " Se quer conhecer uma poça, pense como uma poça". Esse diálogo aparentemente infantil me reportou ao trabalho com  adolescentes.

    A adolescência caracteriza-se como um período, uma pausa, uma interrupção, uma criação das sociedades modernas  dada ao indivíduo em formação antes deste assumir as responsabilidades da vida adulta.

    Neste sentido, poderíamos pensá-la como um período de estágio, de experimentação, de descoberta do novo, um período de transição, de olhares mais próximos ao mundo adulto.
    
    Este período é marcado também pela explosão hormonal, pela manifestação e surgimento da características sexuais secundárias, por frequentes alterações de humor, despertar de outros interesses até então não percebidos, principalmente os voltados para as questões sexuais.
    
   Percebemos ainda que os adolescentes parecem estar mais  preocupados com a sua identidade,  além do despertar para as questões de aceitação ou não em  determinados grupos, o que deve ser acompanhado com atenção.   

   Atrelado a todo esse cenário temos as questões das novas constituições do seio familiar na atualidade, que já não dispõe das mesmas formações, que durante muito tempo foram modelos, em função é claro dessa transitoriedade das relações sociais.

   Neste novo cenário,muitos adolescentes já não são criados e educados pelos seus pais, mas por terceiros, avós, tios, etc. Tudo isso, tem alterado bastante o processo de formação de valores, os bons referenciais estão aos poucos se tornando precários na vida de muitos adolescentes.
  
    Diante deste contexto, temos a escola... e muitas indagações

    Como a escola tem se preparado para receber e atender estes alunos?
      O currículo da escola tem se apresentado de forma atraente, tem despertado o interesse desse público cada vez mais exigente, que estão sendo bombardeados de estímulos vindo das novas mídias?
    
     Como tornar este ambiente, um local de formação, de aquisição de conhecimento atrativo a este adolescente de forma que ele não se evada da escola e que estando nesta instituição de ensino, que ele aprenda, que ele seja desafiado, instigado ao aprendizado?       
    
     E que novidades, que conhecimentos estamos apresentando, propondo no dia a dia das escolas públicas que atendem adolescentes em todo o país?  

    É inegável que está mais desafiador atender adolescentes.
    No entanto, é necessário conhecer esse público, descobrir os seus focos de interesse, sua história de vida, seus dilemas, suas angústias, entender as suas linhas de raciocínio para a partir daí temos pontos de partida para nos auxiliar no desenvolvimento das habilidades necessárias à formação dos adolescentes.   
   

    Bom, por outro lado essa diversidade coexistindo no mesmo espaço, se bem conhecido, constituirá numa fonte inesgotável de novas inquietações, da construção de novos significados, na reconstrução de novos saberes que serão desencadeados através da interação e do conhecimento, formando uma teia de novos aprendizados despertado pelo surgimento de nova descobertas.    

          
Maria Cristiane Gomes
Sobral/Ceará
abril/2017






P.S: imagem de http://www.revistaforum.com.br/2015/09/01/adolescencia-e-feminismo-a-luta-pela-autonomia-2/

terça-feira, 11 de abril de 2017

Formando pontes, construindo elos




Se nos olharmos sem reservas, perceberemos o quanto poderemos construir, realizar grandes feitos, pois cada um de nós possui um conjunto de características ímpares e singulares que são externadas através de nossas habilidades e competências: “nossos talentos”. Sendo que, alguns destes, são verdadeiros dons divinos, outros foram aperfeiçoados através de técnicas e também, há aqueles especiais, que aprendemos e desenvolvemos na interação com o outro.
Quando vejo os arranha-céus dos grandes centros urbanos, aqueles prédios imponentes... Logo, concluo que são bons exemplos da reunião de diferentes talentos, pois para construir um prédio daquele tipo, torna-se necessário desde um bom projeto, idealizado por alguém, até a formação de uma boa equipe com diversos profissionais.
Contudo, para que tenham sucesso e consigam transformar um projeto em algo concreto, precisam interagir, precisam ter conhecimento, conversar, concordar e divergir até chegarem ao consenso, identificar os eventuais problemas, propor soluções e resolvê-los. Torna-se necessário aprender a trabalhar juntos, precisam estar JUNTOS. Por fim, necessitam constituíssem como EQUIPE.
No processo de interação com as pessoas, trocamos idéias, percebemo-nos semelhantes e também muito diferentes. Nessa ação de percepção de sentidos, identificamos e revelamos novos talentos, descobrimos novas habilidades, ensinamos e principalmente, aprendemos com outras pessoas. Desta forma, estabelecemos novas conexões,  formamos teias de conhecimentos, constituímo-nos como pontes fortes e resistentes formados de elos permanentes.
Onde quer que estejamos, independentes da função que venhamos a desempenhar, não podemos esquecer que cada um de nós somos pontes. Juntos, poderemos integrar e fortalecer outras pontes. Juntos, poderemos contribuir para a formação e o despertar de pessoas mais conscientes da sua importância, para que possamos ser pessoas melhores a cada dia.


Desejo a todos que visitam eventualmente ou com frequência este blog UM FELIZ 2013!!!
Muito obrigada por sua atenção 

Maria Cristiane Gomes
Sobral/Ceará
Janeiro/2013


(texto postado no blog http://paginadepoesia.blogspot.com.br)