Estamos diante de um mundo cada vez mais tecnológico, de um mercado trabalho cada vez mais exigente onde são necessárias a cada dia novas e mais refinadas competências profissionais e com essas questões já temos um bom pano de fundo para repensar o contrate do ensino público no Brasil.
De que maneira os professores estão sendo preparados para ensinar diante dessas novas demandas?
As escolas de nível fundamental e médio estão acompanhando essas mudanças?
As condições em salas de aulas: sejam elas no Norte do estado do Amazonas ou do estado do Rio Grande do Sul estão favoráveis aos alunos e professores?
Sabemos que a realidade do ensino Público no Brasil é bem diferente, visto que as condições para o desenvolvimento do ensino não é garantida, pois é muito comum o relato de professores sobre salas superlotadas, a falta de materiais pedagógicos que possam contribuir para o fortalecimento da ação pedagógica com vistas à proporcionar o desenvolvimento de aprendizagens e isso sem falar, em infraestrutura e aspectos financeiros tanto para a manutenção da própria instituição, quanto ao pagamento descente aos docentes.
Estar na educação não é uma tarefa fácil, sem dúvida, é preciso e necessário, haver uma crença no trabalho que se estar fazendo, acima de tudo é acreditar em mudança de cenários e que ao exercer essa função do 'SER PROFESSOR', o profissional está a suscitar grandes discussões sobre a importância da cidadania e valores como justiça, equidade, moralidade, dentre outros.
Desta forma, podemos perceber que o docente que compreende a sua importância, ver-se diante de cenário contraditório, vejamos algumas ilustrações;
1. Todas as políticas educacionais são pensadas em perfis ideais de alunos. Mas como aplicar e desenvolver tais propostas, se as demandas de uma única sala de aula é muito diversificada? E quais são as outras opções para quem não consegue atingir os perfis mínimos? Que condições estão sendo oferecidas às escolas e , principalmente, aos professores em termos de fortalecimento da ação pedagógica?
2. Qual o apoio psicológico estão recebendo os professores e adolescentes? Constatamos quase que diariamente, situações de agressões entre alunos e muitas vezes professores e outros profissionais da educação sendo agredidos por alunos dentro das instituições de ensino onde trabalham.
3. O que dizem os dados educacionais sobre os alunos que são acompanhados pelos diversos programas sociais? Em que medida esses programas estão contribuindo para os aspectos de aprendizagem desta criança na escola, teria isso alguma relevância ou não do ponto de vista político?
4. Como é feito o trabalho com a parte das atividades físicas nas escolas? Há uma estrutura adequada para a prática de esportes, além disso, há materiais para que os educadores físicos possam desenvolver seu trabalho?
5. E quando pensamos em artes, nas diversas expressões, sejam plásticas, músicas, danças e outras linguagens, quais são os profissionais que ministram essas disciplinas? São formados em artes, ou apenas recebem a disciplina como complemento de carga horária? E quais as condições materiais que dispõem esses profissionais para o desenvolvimento do trabalho? Há pinceis, tintas, espaço, instrumentos musicais, etc?
5. Sabemos que a política que se define os currículos no Brasil, acompanha um tendência determinada por aspectos aspectos sociais e econômicos, ou seja uma política de mercado.E então, podemos refletir: até que ponto mesmo a classe dominante deseja promover o desenvolvimento de crianças e adolescentes oriundas de camadas mais baixas da sociedade? Há um preocupação real ou apenas um discurso vazio, destituído de compromisso político?
E quando se ouve o discurso de uma sociedade mais justa e equilibrada, de pessoas desenvolvidas em aspectos socio-emocionais e habilidades para o mercado de trabalho, isso vale realmente para todos?
Estes foram apenas alguns aspectos da contradição do ensino...
Parece-nos muito contraditório pensar num ensino onde este está voltado para algumas parcelas da sociedade, sem preocupar-se de fato com o desenvolvimento das aprendizagem reais, parece-nos muito hipócrita pensar em oferecer educação sem garantir as condições mínimas para que ela de fato se desenvolva.
Diante, de tais situações, é preciso repensar a Educação pública Brasil com vistas à garantir o desenvolvimento real da pessoas em sentido integral, onde estas crianças e adolescentes ao concluírem a educação básica, possam compreender-se com cidadão ativo, reflexivo e construtor e realidades, tornando-se protagonista de sua própria vida, produtivo, instruído, compreendendo a importância do ensino para o seu desenvolvimento e de seu próprio país.
Maria Cristiane Gomes
maio/2018
Sobral/ceará
P.s: imagem google

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